quinta-feira, 26 de dezembro de 2024
ACHOU QUE 2024 IA PASSAR EM BRANCO AQUI?
sábado, 11 de fevereiro de 2023
AUTOCRÍTICA
Eu não faço ideia se procede, mas na manhã deste
quente sábado litorâneo, acordei por acaso, tendo que ligar o celular às
pressas (sim, durmo com ele desligado). Resolvido o primeiro perrengue, como
bom viciado que sou, abri as redes sociais. Uma postagem me chamou atenção: o
trabalho de uma amiga que batalha sua divulgação, independente, e que eu não tinha me envolvido
o suficiente para conhecer. Que falha! De verdade, sem drama ou exagero. Ela
está exatamente na mesma luta que eu, e, infelizmente, precisamos dos amigos,
nesse começo. Eu me atrasei alguns meses e não tenho coragem de chama-la para
me desculpar, pelo menos por enquanto.
Na tentativa de correr atrás do prejuízo, fiz
o que me cabe: curti todas as postagens do perfil e comprei o livro na Amazon
(espero que ela receba uma porcentagem maior pelo trabalho DELA do que eu recebo,
pelo meu, do Spotify). Ajudarei em breve na divulgação, mas não por
aqui, porque ninguém lê este blog, e sim em alguma rede que eu tenha mais
visibilidade.
Essa situação me fez pensar numa antiga ideia:
um trabalho mais elaborado sobre a vida do artista independente, de qualquer
área. Não sei onde vou tratar disso, talvez no Café com Girafa.
Bá, Cattulo. Deu.
segunda-feira, 28 de novembro de 2022
COR DA MATA
Meu primo Felipy e eu compusemos COR DA MATA em 2016. O contexto era de um criminoso que exaltava o nome de um torturador, em pleno Congresso Nacional, e não saia de lá algemado.
Nós éramos jovens, mas inteligentes o suficiente para percebermos a evidente ascensão do fascismo. COR DA MATA nasceu instantaneamente, tanto a letra quanto a melodia. Seu caráter político é quase explícito, e ainda brincávamos: "ainda bem que não vamos precisar maquiar muito, pois a censura AINDA não voltou".
A verdade é que me sinto orgulhoso de escrever História do Tempo Presente, e de que meus camaradas entendem a importância de registrar e musicar a nossa luta. O Felipy e eu sequer imaginávamos o horror que estava por vir, e tantas mortes que a extrema direita, de novo, causaria. Mas sabíamos que o perigo era exatamente esse!
Mesmo que esse ano tenhamos tido uma vitória, e tenhamos conseguido tirar o Mal do cargo de presidente, o fantasma (ou bruxa) da Ditadura Civil-Militar não acabou. Ressuscita o tempo todo, em cada grito golpista na frente de quartéis ou em bloqueios de estradas.
COR DA MATA, infelizmente, sempre será necessária. Ainda que seja só pra lembrar quem nós somos e contra o que lutamos.
… "Na mata verde-azul-dourada, corre a ave avermelhada" ...
Semana passada, finalmente o CORDAS E RIMAS trouxe COR DA MATA à vida, em todas as plataformas digitais. Se você que está lendo quiser ouvir, e, principalmente, ajudar a divulgar e espalhar nossa luta, eu agradeço muito! O link para as plataformas digitais está aqui: https://linktr.ee/SingleCordaseRimas.
FOTO: Rudimar Narciso Cipriani/Acervo Pessoal (Acesso em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2021/10/27/aves-possuem-percepcao-diferente-do-tempo-e-tambem-das-cores.ghtml)segunda-feira, 20 de dezembro de 2021
CONCLUSÕES FINAIS
A versão final não ficou assim, mas acho importante o registro aqui, em 2021:
A interdisciplinaridade da História me
permitiu, não somente nesta pesquisa, mas também em diversas outras, analisar e
investigar questões relacionadas à Música, como ritmos, danças, eventos,
personalidades etc. Procuro, sempre que possível, integrar essas duas áreas do conhecimento.
Minha relação com a Música vem desde muito cedo, pois fui criado em meio a muitos profissionais da
área. A primeira lembrança que tenho, escutando música, é da canção Maria
Fumaça, de Kleiton e Kledir, que tocava no rádio enquanto meu pai explicava
quem eram eles, e como essa canção tinha feito sucesso, anos atrás.
Compreender
o contexto histórico da formação do Rio Grande do Sul, e como a cultura se fez
presente nele, investigando as origens da milonga através das diversas transformações
que sofreu, foi importante, para assimilar o que o músico Vitor Ramil, através
das suas composições e escritos, elaborou com a sua obra. A hipótese que investiguei
foi a ressignificação da milonga, a partir da leitura e audição de seus
trabalhos. Sua comprovação, veio na medida em que percebi elementos em comum em
todo o material, bem como suas transformações com o decorrer do tempo, no
recorte escolhido para a realização da pesquisa.
Há
uma extensa bibliografia acerca do tema, de diversas áreas, como Antropologia, Letras,
Música, História e Musicologia. Os trabalhos são voltados, em sua maioria, para
análises textuais, mas pude encontrar, também, algumas análises musicais e
pesquisas históricas, principalmente na investigação sobre as origens da
milonga e suas transformações.
Em
relação às fontes, o método que utilizei também foi interdisciplinar: análise histórica,
através da interpretação, bem como musical, estética e estilística. As
principais contribuições de Vitor Ramil para a ressignificação da milonga foram
condensadas por ele mesmo, em seu ensaio, publicado em 2004. A leitura desse
material colaborou imensamente para as percepções e análises dos cinco álbuns que
o artista lançou no período estudado.
Para
Vitor Ramil, a sua Estética do Frio não terminou quando foram lançados os álbuns
ou o ensaio. Segundo ele, ela deve se renovar, e os pensamentos em torno da cultura
do Sul podem, sempre, serem debatidos. Na minha opinião, a Milonga de Vitor Ramil
pode continuar gerando pesquisas, pois, é um bom exemplo de transformação musical.
O gênero, em si, original ou ressignificado, também dá margem para muita investigação
histórica. Musicalmente, há espaço para outras transformações, na própria milonga,
e também em ritmos como a chimarrita, o chamamé, o bugio, entre outros.
Neste trabalho, fiz uma análise dos regionalismos presentes na obra do compositor Vitor Ramil, entre 1997 e 2010, e como ele se utilizou deles, na sua linguagem contemporânea, para ressignificar o tradicional gênero musical pampeano. A milonga, assim, passou a adquirir caráter próprio. Considero, após a pesquisa, que a Milonga de Vitor Ramil, através de sua linguagem, contribui, desde o final do século XX, para a difusão e divulgação da música tradicional do Rio Grande do Sul no restante do Brasil, além de configurar a “trilha sonora” de uma identidade regional que, assim como o gênero, se ressignifica na contemporaneidade.
O ESPETÁCULO DO LANÇAMENTO DO CORDAS E RIMAS, DEZ ANOS DEPOIS.
Quis o destino que exatos dez anos depois desse dia, eu estivesse em frente ao computador escrevendo sobre ele. E mais: relembrando cada d...
-
Quis o destino que exatos dez anos depois desse dia, eu estivesse em frente ao computador escrevendo sobre ele. E mais: relembrando cada d...
-
Desde que entrou dezembro eu estou pensando no que escrever aqui, para mater a tradição de ter pelo menos uma postagem por ano. Aliás, em 20...
-
Eu não faço ideia se procede, mas na manhã deste quente sábado litorâneo, acordei por acaso, tendo que ligar o celular às pressas (sim, durm...


