Desde que entrou dezembro eu estou pensando no que escrever aqui, para mater a tradição de ter pelo menos uma postagem por ano. Aliás, em 2025 vai fazer 10 anos da primeira postagem. Talvez eu faça alguma referência... Algo especial... Quem sabe?
Enfim: 2024 foi um ano intenso, e provavelmente muito na vida escreverei sobre o que nele aconteceu. Enquanto isso, encontrei no meu quase falecido perfil no Twitter (x é o caralho) uma reflexão de abril de 2020, que até estranhei de não ter trazido para cá. Continuo pensando dessa forma e acho ela boa, então a reproduzo neste espaço:
Eu vivo entre colegas que:
A - Música é Academia. É eruditismo. É exatidão.
B - Música é Comércio/Negócio.
C - Música é só vibe. Afinar instrumento ou voz? Pra que? O que importa é fazer tua verdade e teu som.
D - Música é agradar pares, críticos e vencer prêmios e festivais.
Cada membro de cada grupo vive a brigar entre si. E a verdade individual (na cabeça dele) é a universal.
Eu sou um eterno aprendiz. Vago entre os quatro, e, por causa disso, vivo ouvindo lições de moral quando defendo qualquer que seja. Não conseguem entender que pode ser tudo isso, simplesmente não conseguem.
A: não entendem que músico intuitivo também pode ser bom.
B: não entendem que podem ganhar dinheiro sem prostituir-se.
C: não entendem que fazer barulho é diferente de fazer música, e que não faz mal ganhar dinheiro.
D: não entendem que tem um mundo muito maior fora do deles.
Longe de mim cagar regra ou julgar arte. Só queria que se dessem conta de que cada defensor, de cada nicho que citei, VIVE fazendo isso. E continua a usar o nome da arte pra se aparecer, num mundinho fechado. E, aqui das categorias de base, encerro esse desabafo.
Cabe lembrar que o formato do Twitter é de miniblog. Se eu tivesse trazido o assunto para cá, certamente teria desenvolvido muito mais. Talvez ainda o faça, não sei! Eu ando repensando no que dizer e para que público. Vocês gostariam? (Perguntou ele, para ninguém).
Para quem não me conhece (disse ele, para ninguém), é um momento ruim para mudar isso, pois atualmente só tem esse espaço para caçar informações, já que desativei todas as redes sociais (por isso "quase falecido" Twitter, eu preciso ativá-lo de 25 em 25 dias para não perder tudo que tem lá). Mas acho que 2025 vai mudar isso, vou aparecer mais pela internet, já que minha profissão demanda isso também.
Para encerrar, duas reflexões rápidas:
1. Acho que foi a primeira vez que usei um palavrão em uma postagem nesse blog. É uma evolução, talvez essa liberdade me traga mais aqui.
2. Cansei de buscar frases ou palavras de efeito pra terminar as crônicas. "Vrindecrivo" e "Bá, Cattulo. Deu." são horrorosas.
Caricatura | Elon Musk y Twitter | Por Fernando Pinilla @FMPinilla
https://eltiempolatino.com/2022/11/02/opinion/elon-musk-y-twitter/
Acesso em 26/12/2024
Motivo: eu queria ilustrar o texto e não tinha outra imagem pra colocar, aí resolvi reproduzir essa caricatura feita por Fernando Pinilla, retratando o maior filho da puta do mundo: Elon Musk. Olha, usei o segundo palavrão da história do blog! Estou amando essa nova fase!
